$title =

kali

;

$content = [


HIPNOS
é suposto a vida ser assim?
isto faz parte?
há quem diga que sim.
talvez a tenha achado tarde.

um torpor,
dormência

sempre existi assim?

talvez estivesse alienada
ou quem sabe assoberbada
pelo absurdo sem fim

que é o estar, e unicamente estar
olho para as outras vidas
e não sei se sofrem isto

(talvez às escondidas)

esta sensação de entorpecimento
em que nem flui um pensamento
como se isto fosse um lento 

desabitado
momento

assombra-me o apagar
da flama
que antes aclama
para o constante criar 

esplêndida criação!
que é trazer vida e movimento
talvez traga sempre um senão

que é necessário adormecimento

mas faz tanto RUÍDO
ouço os vossos berros 
como num uníssono latido
empurram-se entre egos

KALI

DESTRUIÇÃO
tens o teu encanto
atrais-me como uma maldição
és visceral
e trazes-me o mais profundo da minha natureza

(serei esta eu?
fui ensinada a não magoar
nunca perturbar
nem sussurrar…)

eu morro tantas vezes
mirram minhas entranhas
minha vivência azeda
e vergo as minhas asas

e nesta dor
perco-me, apago o meu ser
sinto que nunca voltarei
a ver a luz do amanhecer

porque reajo, mesmo que lenta,
sobrevivo.
dizes-me violenta
mas, na verdade,
deixo o subversivo

];

$date =

;

$category =

;

$author =

;

$previous =

;

$next =

;