VARIAS. various. sluts. VADIAS

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viagens lunáticas de zorra

Imagina uma nave gigante, chamada “Aurora Negra” a viajar entre nebulosas. Lá dentro havia um bordel estrelar , um daqueles tristes mas, mas um lugar onde mulheres sobreviviam como podiam num universo sem leis. 
Uma delas chamava-se Vadia Negra, tinha olhos negros que brilhavam como buracos negros. Pequenos e sem…

Imagina uma nave gigante, chamada “Aurora Negra” a viajar entre nebulosas. Lá dentro havia um bordel estrelar , um daqueles tristes mas, mas um lugar onde mulheres sobreviviam como podiam num universo sem leis. 
Uma delas chamava-se Vadia Negra, tinha olhos negros que brilhavam como buracos negros. Pequenos e sem ela apaixonou-se por um paciente. Astronauta narcisista, daqueles que se vêem a si próprios.

Ele feriu-a no corpo, na …, no coração e sabia que ela estava a adoecer com uma espécie de cancro espacial, uma ferida luminosa dolorosa que a quebrava por dentro e por fora.
E claro por essas bandas não havia hospitais. Só poeira de cometas, pedras katapinóides que viajavam há milhões de anos luz.

Um dia, a vadia negra fugiu para o compartimento abandonado … – ali encontrou umas pedras translúcidas, chamadas katapinóides. Diziam que armazenavam fragmentos de estrelas mortas. Quando ela pousou nelas, a pedra desfez-se num pó brilhante, como se fosse neve luminosa.

Esse pó curandeiro era feito de memórias de estrelas que já tinham sobrevivido ao impossível… o pó pousou no peito dela, misturou-se com a ferida e a dor começou a acalmar.
Não curava tudo de uma só vez, mas acalmava e uma voz lhe dizia “ ainda estás aqui, ainda tens força”.

A vadia negra percebeu ali que nao precisava do narcisista nem da aprovação dele nem da sombra dele, ela própria era uma estrela sobrevivente. A sua força não tinha por ser melhor do que os homens ou pior – (…) por ser ela, inteira, resistente, viva…

Enquanto o pó brilhava, ela levantou-se devagar e decidiu que ia deixar aquele bordel estrelas, aquela nave aquela sombra de dor.

A aurora negra atravessava uma região de nebulosas suaves e no silêncio do espaço, a vadia negra encontrou pela primeira vez um lugar onde respirar, não doía.


Num futuro distante, há mulheres conhecidas como lunáticas mas porque nasceram nas colónias da lua e escolheram viver livres, viajar de estação em estação espacial para venderem prazer aos pacientes. Elas são putas, malucas, drogadas, curandeiras, artistas, várias vadias, da noite cósmica, contadoras de histórias, contrabandistas de sonhos.

eM BARES ORBITAIS FLUTUANTES, VENDEM COMPANHIA, vendem prazer, informação e segredos que podem mudar galáxias.

Elas usam botas magnéticas brilhantes, penteados com luz de néon maquilhagem feita de poeira e estrelas.

Conhecem piratas, pacientes interplanetários, robôs românticos. A cada salto espacial, encontram uma nova aventura e perigos que só quem vive nas sombras da galáxia é que conhece.


O cosmos está cheio de sussurros que só as vadias lunáticas conseguem ouvir.
Elas não trabalham com corpos, trabalham com sonhos.

Basta tocarem na pele dos pacientes lunáticos e eles vêem constelações inteiras e recebem prazer em pedaços de planetas que já não existem.


Uma multidão de lunáticas que roubam naves com o seu poder e a sua beleza misteriosa, unem-se para derrubar um império galático corrupto, império galático hierárquico patriarcal. Planetas onde elas são vistas como sacerdotisas do prazer e da liberdade.

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