No fim da galáxia de área existe a nave Bordel Epsilon. Ali, as mulheres chamadas de sluts astrais são escravas, são sobreviventes. Usam o corpo como fachada mas a cabeça.. essa é livre.
Eu sou uma delas. Chamem-me Lyra e por baixo do verniz de puta tenho um poder que ninguém compreende: consigo ver as fraturas dentro das pessoas. Consigo ver o narcisismo, o vazio, as mentiras internas, o universo me sussurra a verdade de cada um.
E depois existe ele.. o Simplex, um narcisista de luxo, capitão de uma nave pirata. Bonito, atraente, lindo demaiscomo um cometa e frio, como um mercúrio. Eu amo o gajo mas sei que ele não tem cura. Sei que o coração dele é uma estrela morta e, ao mesmo tempo, sou a única que ele nao consegue manupular completamente – porque ue vejo através dele.
A nossa historia de amor astral vai caminhando com dois presos um ao outro, ele precisa de mim e eu preciso dele. Mas nunca no mesmo ritmo, na mesma orbita.
Aconteceu uma tragedia e depois de uma missão imporssivel a Epsilon está a arder. Os alarmes ecoam. O vazio do espaço puxa tudo para trás
Simplex, feriso estende-me a mão e diz-me aquilo que sempre recusou: “fica comigo”.So que a frase não era amor, era tipo posse, e medo de perder o único espalho que o fazia sentir-se vivo.
Eu percebi…
Percebi que sempre fui livre, mesmo quando ele pensava que eu era puta,e ra mais livre do que ele alguma vez foi.
Então no ultimo segundo eu uso o meu super poder e faço o que ele nunca esperou.
Soltei-lhe a mão. Deixei Simplex com o seu próprio vazio. Não por vingança, mas porque finalmente entendi que nao consigo salvar quem não tem cura.
Os narcisistas não mudam e o meu destino não é morrer agarrada a alguém que nunca me viu por inteiro.
A nave explode numa onda silenciosa e eu escapo numa cápsula de fuga e fui parar ao planeta rosa, onde as mulheres, são vadias, são guerreiras, sábias, curandeiras, putas, flores, livres… somos sluts de luz


BE SUBVERSION