Uma multidão de mulheres lunáticas que roubam naves com o seu poder e sua beleza misteriosa unem-se para derrubar um império galáctico corrupto, império galáctico misógino patriarcal. Planetas onde são vistas como sacerdotisas do prazer e da liberdade.
“MÃE NATAL ESPACIAL”
Rosto de
Nas galáxias distantes o NATAL tinha uma mulher, “MÃE NATAL”, era uma prostituta num planeta-porto, um sítio onde viajantes de todas as espécies ancoravam para matar a saudade e ir de encontro ao desejo.
A “MÃE NATAL” conhecia e sabia bem o que era o desejo, mas também porque nunca esquecia ninguém. Durante o ano, atendia pacotes adensados, chamava de milagre. A “MÃE NATAL” ouvia histórias esquecidas, nomes, guardava segredos feitos dos pacientes, tinham filhos espalhados pelo universo infinito que nunca viam, deixados em órbitas longínquas.
Quando chegava o NATAL, a “MÃE NATAL” desligava as luzes do quarto e vestia um fato vermelho espacial e partia na sua nave velha, mas veloz.
No planeta dela isso era tradição: “MÃE NATAL” não julgava distâncias, voava por atmosferas tóxicas, anéis de planetas, cidades flutuantes. Entregava presentes simples: brinquedos feitos de sucata estelar, caixas de música gravitacional, palavras gravadas em cristais.
As crianças não sabiam quem ela era, só sabiam que alguém no espaço, nesta altura do NATAL aparecia sempre a “MÃE NATAL” que nunca se esquece deles.
Depois do NATAL, a “MÃE NATAL” regressava ao planeta-porto, voltava a ser prostituta. Mas sabia uma coisa: enquanto houvesse filhos esquecidos nas galáxias, haveria sempre NATAL e haveria sempre a “MÃE NATAL”.
mae natal espacial
Uma multidão de mulheres lunáticas que roubam naves com o seu poder e sua beleza misteriosa unem-se para derrubar um império galáctico corrupto, império galáctico misógino patriarcal. Planetas onde são vistas como sacerdotisas do prazer e da liberdade.“MÃE NATAL ESPACIAL”Rosto deNas galáxias distantes o NATAL tinha uma mulher, “MÃE NATAL”,…
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