é tão difícil dizer
o necessário para me defender
quando os olhos dele cobram
(//e eu me encubro)
como uma cobra a ser caçada
vista como presa,
(mas é a própria vítima)
porque tenho esta dívida?
que me intimida
e me assombra
que tem asas
mas não voa
mais tarde choro
e vem a culpa de sobra
porque nada mais me resta
se não purgá-lo nesta obra
[Refrão]
(tentaste) tirar-me a voz
MAS ELA GRITA NA CANETA!
(tentaste) atentar-me o corpo
TUA MACHEZA É GANDA PETA
desde que cá passaste
que a minha vida ficou negra
como uma avenida sem luzes
onde ando em desgaste
desgastando todo o solo
onde me vou encovando
à procura de colo
enquanto vou escalando
e o abraço que encontro
é uma volta ao mesmo vício
volto a cavar a cova
só pra voltar ao precipício
e enterro-me novamente
à procura do que quero
mas o que eu quero não me faz bem
e o que eu preciso não convém
(não me convém
nem lhe convém)
porque minha vergonha
Faz de mim ninguém (alguém)
e é o orgulho dele
que faz dele alguém (ninguém)
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